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É NA QUIETUDE DO MEU SILÊNCIO QUE SE ENCONTRA A MINHA ESSÊNCIA

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Meus Sonhos

. Estavam lá, naquele lugar confuso, atónito.. Perambulando, escondido da nebulosa da vida, por entre as minha memórias... Eu apenas o contemplava, por vezes naufragando entre as brumas vicejantes do tempo, vasculhando a minha ansiedade e mergulhando num mar de saudades, havia um fausto anseio florescente que saltavam-me os olhos, trasbordava pela fresta de todos os meus sentidos e faiscavam, tal e qual vagalumes flórios, que iluminavam-me, assim eram os meus sonhos que enquanto eu dormia, eles vagueavam... Ana Elizabeth Baade

Por ser Flor

As palavras fluem como uma uma represa ininterrupta de sentimentos mudos, ilibadas, elas são etéreas e pouco a pouco vão me trasnformando, e eu, imperfeita como sou, em ti por ser flor, vou me concluindo amor...! Ana Elizabeth Baade

Alma Pálida

No canteiro de sonhos desfeita e ausente, indiferente a eternidade, ouve-se um rumor, o vento açoita as ávores, enquanto as folhas amarelecidas do outono murmuram.. Em meio ao jardim fecundo da solidão, instantes melancólicos sussurram, não tem dor e nem cor, é só um verso mudo, por detras do muro, que minha alma pálida grita... Ana Elizabeth Baade

Sorri

Sorri quando insuflada de desejo tua alma suspirar de prazer e aconchegada de carinho, adormeceres em teu leito, Sorri quando o vento amanhecer e o cheiro adoçicado da aurora, desabrochar em teu corpo, Sorri quando sensibilizada de emoção teus olhos marejados de luz, brilharem de paixão, Sorri quando a espera for dolorida e os muros altos do amanhã, anteverem a tempestade, Sorri, porquê apesar de ser você, és também,uma dádiva divina... Ana Elizabeth Baade

Eu era mar...

Infinito

Sussurros

Além-mar

Sentada além-mar, além da vida... Deixando-me mergulhar sob ondas vaporosas de brumas esbranquiçadas, que pouco à pouco vão-me seduzindo, na esperança sôfrega de elucidar minha lucidez sonora, ali naquele lugar sagrado , onde a paz inefável torna-se indizível , o sulco poético aninha-se a mim e fica quietinho e desavergonhadamente manhoso, ele torna-se tão íntimo, que deixa-me num sossego quase pecaminoso, esse balsamo eflúvio alivia-me de tal maneira que sinto um prazer deleitante acariciar minha alma, o cheiro adocicado do nada e da solidão que me devora, inebria-me e traz consigo um certo remanso, ele refresca esse ócio desprezível que pouco á pouco me destroça! Ana Elizabeth Baade

Eu estarei sempre aqui...

Vem... Aninha-te em meu peito, abranda teu semblante no meu olhar, deixa que assente em mim este langor exaustivo e larga em meus ombros a náusea que te oprime, Vem... Aconchega-te a mim, liberta-te nas minhas mãos, afrouxa a trama que te acorrenta, e alivia teu temor no meu colo, Vem... desafoga essa dor nas lágrimas do meu mar, e suaviza teu espírito no infinito do meu céu Vem... repousa tua mente no oceano da minha alma, descansa, sossega teu coração que eu estarei sempre aqui... Ana Elizabeth Baade

Alheia à Vida

Alheia à Vida Incrustada à superfícia escorregadiça do tempo e alheia a qualquer pensamento, estava ela... Encantada, desfolhada em vestes de seda, florindo nos jardins da poesia, outrora amarga e devastada pelo vento, ela era só palavras... Agora silenciadas.... Sentia tanto prazer em sê-las, por ser tão ela, tão dela... Olhando os pirilampos a iluminar o seu horizonte, vago e inconstante, ela desabrocha numa concha furta-cor, com a transparência madrepérola da saudade e do incansável segredo do amor... Ana Elizabeth Baade

Um Outono de Palavras

o Silêncio dorme em mim, agora, eu posso brincar um pouco com a eternidade, e contemplar a derradeira primavera, e ainda que haja em mim um outono de palavras amarelecidas como folhas murchas e largadas e um inverno translúcido de linhas desordenadas pelo gelo que derrete minhas entranhas, seja como for...Todos como dias renasço como flor... Ana Elizabeth Baade

Pausa

Sim, há qualquer coisa deslocada nesta fala que me sucumbe, qualquer coisa desarrumada nesta esfera caótica, há qualquer coisa anárquica nestas linhas mal traçadas, reivindico pausa! antes de conciliar-me com a serenidade, preciso traduzir meu coração e ausentar-me de mim, para ouvir o meu silêncio! Ana Elizabeth Baade

No Infinito

Brumas pálidas lambiam os pés descalços, rodopiavam entre lágrimas e mares, tremula era a pétala encarnada, quando na boca, o néctar pueril da rosa desabrochava, palavras silenciadas esvoaçavam com o vento e plena de prazer... Sussurravam... Há minha amada!...Sonho-te... Sorvo teu perfume e no infinito, ofereço-te a face, desvaneço, faço-me beija-flor e beijo-te, dentro de mim, a rubra rosa sem pudor, me cravou, .´...És eterna... Ana Elizabeth Baade

O Silêncio adormecido

Pois... afinal o silêncio adormecido no regalo da madrugada também amanhece, ainda sonolento, arregala os olhos e infiltra-se no calor do dia, manhoso, ele desafia a vida, e inerente àquela imensidão, ele grita! Ana Elizabeth Baade
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